Luanda, aos 09 de Abril de 2026 – A Unidade Flutuante de Produção, Desenvolvimento e Transferência de petróleo bruto (FPSO) Kaminho, que está em construção na República da China, poderá, após início de produção (nos campos Cameia e Golfinho), produzir cerca de 200 milhões de barris de petróleo ao longo da vida útil do campo, numa média diária de 75 mil barris por dia. Estes dados foram apresentados pela Administradora da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Ana Miala, durante uma visita aos estaleiros, na cidade de Nangtong, China, de 08 a 09 do corrente.
A comitiva chefiada pelo Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, composta pelo Director Geral da TotalEnergies Angola, Martin Deffontaines, o PCA da Sonangol EP, Sebastião Gaspar Martins e efectivos do MIREMPET, ANPG, TotalEnergies Angola, além de representantes dos parceiros no Grupo Empreiteiro do Bloco 20, tem por objectivo constatar o andamento dos trabalhos de reconversão do FPSO, que já se encontram a 50% do processo, conforme assegurou o empreiteiro.
Segundo Ana Miala, para além do potencial de petróleo, que ajudará a sustentar a produção petrolífera do País acima de 1 milhão de barris de óleo por dia, existe ainda um enorme potencial de gás, cerca de 1 trilião de pés cúbicos.

“Teremos a realização de uma nova província petrolífera em Angola, o que permitirá aumentar a credibilidade dos investidores na Bacia do Kwanza, possibilitando o fortalecimento da nossa economia com a arrecadação de mais receitas para o Estado”, ressaltou a Administradora.
Além das obras de conversão que decorrem no estaleiro da empresa CMHI (China Merchants Heavy Industry), sob a supervisão do principal empreiteiro, a Saipem, vale realçar que alguns componentes do pacote SURF (equipamentos instalados no leito marinho) estão a ser fabricados nos estaleiros da Petromar, no Ambriz, no Município do Nzeto, província do Bengo, em Angola. Este facto atesta o investimento no conteúdo local e na empregabilidade de profissionais angolanos que correspondem a cerca de 90% do efectivo.

Recorde-se que o Kaminho é um projecto pioneiro que representa o primeiro desenvolvimento na nova Bacia do Kwanza, uma nova fronteira de petróleo e gás para Angola. O Projecto é composto por dois campos (Cameia, com reservas estimadas em 231 milhões de barris) e Golfinho (com 141 milhões de barris).
Quando for concluído, o projecto prevê mais de 10 milhões de horas de trabalho, principalmente nas operações marítimas e nas actividades de construção em estaleiros locais.





