Luanda, aos 26 de Maio de 2026 — A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) participou sexta-feira passada, 22, em Luanda, no Seminário sobre o “Gás Natural em Angola-Energia para Diversificar, Crescer e Liderar”, com o objectivo de promover a partilha de conhecimento e a reflexão sobre os desafios e oportunidades do sector energético.
Realizado pela Plataforma Transmuta, o seminário reuniu empresas do sector petrolífero angolano e brasileiro, instituições do Estado, consultores e a comunidade académica.
A engenheira de reservatório da ANPG, Deidre Mulima, durante o painel sobre reservas, produção e infraestruturas, referiu que o aproveitamento do gás natural produzido em 2025 foi de 93%, sendo os restantes 7% destinados à queima.
“Precisamos, junto das operadoras, de estudar alternativas que contribuam para diminuição dos 7% de volumes de gás, avaliar a necessidade de reinjectar 48% de água em vez de gás e analisar os impactos da produção. Quanto à infraestrutura, contamos com cinco troços de gasoduto em Cabinda e no Soyo; no entanto, é necessário descentralizar para a zona sul até 2030”, considerou.
Segundo a técnica da Concessionária Nacional, o Plano Director do Gás possui oportunidades para maximizar a monetização do gás através da redução da queima e da reinjecção.
Por sua vez, o Consultor de Energia, Paulo Guedes, defendeu a necessidade de expansão da produção do gás natural além das províncias de Cabinda e do Zaire. “O gás natural é um activo valioso para Angola, razão pela qual a expansão deste activo, em todo o território nacional, via gasoduto, é estratégica e uma mais-valia”, disse.
Presenciaram o seminário o Director da Direcção de Negociações, Hélder Paulo Iombo, o Gerente de Concessões, Américo Fernandes, o Chefe de Departamento de Administração, Mário Gabriel, entre outros.



