Luanda, 26 de Janeiro de 2026 – A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) recebeu no passado dia 15 de Janeiro, na sua sede, as Universidades Agostinho Neto (UAN), Católica de Angola (UCAN) e José Eduardo dos Santos (UJES), que apresentaram resultados dos estudos científicos feitos no domínio dos biocombustíveis.
O projecto, no âmbito da cooperação científica estabelecida entre a ANPG e as instituições de ensino superior, visa criar uma base sólida que sustente a formulação de políticas públicas. Contribuirá também para o planeamento energético e a implementação da Estratégia Nacional dos Biocombustíveis, através da identificação de matérias-primas nacionais, da avaliação do potencial sustentável da biomassa e da definição das áreas com maior aptidão agroecológica para culturas energéticas.
A sessão contou com as presenças do Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, do Secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, membros do Conselho de Administração da ANPG, Reitores e Vice-reitores das universidades parceiras, docentes, investigadores, estudantes e distintos quadros da Agência.

O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás reiterou o compromisso do Executivo com uma política energética assente no rigor científico.
“O objectivo é fortalecer a base científica como sustento das políticas públicas voltadas ao processo de transição energética, defendendo uma transição gradual, equilibrada e inclusiva, que respeite as especificidades dos países em desenvolvimento e a soberania nacional”, salientou.
Já o Administrador Executivo da ANPG, Artur Custódio, destacou a importância estratégica da cooperação com a academia.
“O objectivo é promover estudos sobre petróleo, gás e energias renováveis, com destaque para os biocombustíveis, incentivando a produção científica e o desenvolvimento do capital humano. As parcerias estabelecidas desde 2023 têm permitido gerar conhecimento científico nacional orientado para as necessidades do sector energético”.

Os resultados dos projectos científicos desenvolvidos pelas universidades nacionais em parceria com a ANPG, evidenciaram a viabilidade técnica de matérias-primas locais para a produção de biodiesel e bioetanol, com destaque para a a banana e a mandioca.
Para os académicos, foi possível mapear e quantificar a disponibilidade sustentável de biomassa agrícola em várias províncias do País e identificar áreas com elevada aptidão agroecológica para o cultivo de culturas energéticas, incluindo o girassol. fornecendo instrumentos técnicos essenciais para o ordenamento do território, a orientação de investimentos e o desenvolvimento da cadeia de valor nacional dos biocombustíveis.


