ANPG E GGPEN ASSINAM ACORDO PARA PROJECTO DE SENSORIAMENTO REMOTO DE HIDROCARBONETOS

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Luanda,15 de Junho de 2026 – A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e o Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN) assinaram nesta quinta-feira, dia 11, em Luanda, um acordo para a criação do Projecto-Piloto de suporte à actividade exploratória nas Bacias Interiores, por meio de sensoriamento remoto.

O objectivo do acordo, assinado pelo PCA da ANPG, Paulino Jerónimo e o Director Geral da GGPEN, Zolana João, durante o painel dedicado a esta instituição, no Fórum Internacional ANGOTIC, é o de desenvolver uma ferramenta cuja metodologia se baseia na detecção de macroexsudações (oil seeps) e microexsudações de hidrocarbonetos, através da análise da resposta espectral do solo e da vegetação.

A par da assinatura, a ANPG fez duas apresentações técnicas. A primeira sobre os resultados do Programa Espacial Nacional na Transformação Digital do Sector de Petróleo e Gás, que consiste no monitoramento constante de fiscalização para a protecção do meio ambiente e a sustentabilidade da actividade petrolífera.  A segunda foi sobre a importância dos dados de satélite para a exploração de hidrocarbonetos, incidindo no projecto piloto para avaliação do potencial petrolífero das Bacias Interiores.

O Gerente de Bloco da ANPG, Guilherme Ventura, afirmou que o projecto com o GGPEN tem ajudado a detectar manchas em caso de vazamentos no mar, o que propicia rapidez na resolução do problema.

“Anteriormente nós dependíamos essencialmente das informações dos operadores para aferir casos como derrame em alto mar. Com o GGPEN passamos a adquirir dados mais abrangentes e de fonte independente que nos permitem fazer a verificação do que realmente se passa e acelerar a resolução de eventuais situações”, afirmou Ventura.

Já o Director de Exploração, Lúmen Sebastião, considerou que a ferramenta vai ajudar na redução de custos de exploração das Bacias Interiores e diminuir a complexidade da actividade no campo.

“Temos o desafio de fazer o mapeamento de 540 Km2 a 1000 Km2 de área, maioritariamente em ambiente inóspito e de difícil acesso. Esta ferramenta permitirá optimizar os estudos de prospectividade, apoiando a delimitação de áreas prioritárias para exploração. Numa fase inicial, será implementado um projeto-piloto destinado ao desenvolvimento, calibração e validação da metodologia antes da sua aplicação em larga escala” esclareceu o Director.

Além dos dois projectos que estão a ser levados a cabo, as partes informaram sobre a pretensão de se desenvolver igualmente uma parceria no campo dos biocombustíveis, para identificação das áreas de biomassa existentes.

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