ANPG, AZULE ENERGY E PARCEIROS DOS BLOCOS 31 E 31/21 ANUNCIAM DECISÃO FINAL DE INVESTIMENTO DO PROJECTO GREATER PAJ  

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Luanda, 22 de Junho de 2026 – A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), em conjunto com a Azule Energy (Operador) e os parceiros Sonangol E&P e Equinor, anunciaram hoje, dia 22, a Decisão Final de Investimento (FID) para o Projecto Greater PAJ (Palas, Astrea e Juno), localizado nos Blocos 31 e 31/21, offshore deAngola. A Cerimónia foi prestigiada pelo Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo e a Embaixadora Adjunta da Noruega em Angola, Juni Solbraekke.

O Greater PAJ representa uma abordagem coordenada para o desenvolvimento de recursos de hidrocarbonetos em duas concessões adjacentes. O projecto reforça a estratégia de Angola para promover uma gestão eficiente dos recursos, optimizar infraestruturas e sustentar a produção de petróleo. As reservas totais associadas ao desenvolvimento são estimadas em 252 milhões de barris (MMSTB), sendo aproximadamente 143 milhões no Bloco 31 e 108 milhões no Bloco 31/21.

Prevê-se a geração de 1,8 milhões de horas de trabalho de conteúdo local, combinando o fabrico em grande escala, mais de 6.500 toneladas de estruturas, estacas de fundação e ductos (risers). O Projecto prevê ainda actividades de montagem e suporte onshore/offshore, bem como a formação e mobilização de uma força de trabalho nacional de mais de 600 empregos.

Com o primeiro óleo previsto para o primeiro semestre de 2029, o projecto integra cinco campos de produção nos dois blocos, sendo Palas, Ástrea e Juno no Bloco 31, Urano e Dione no Bloco 31/21. O conceito global de desenvolvimento inclui 17 poços, dos quais 10 produtores de petróleo (4 no Bloco 31/21) e 7 injectores de água (3 no Bloco 31/21), ligados a uma nova unidade flutuante de produção, armazenamento e descarga (FPSO), com capacidade nominal de 95.000 barris de petróleo por dia.

Durante a cerimónia foram assinados seis contratos entre a Azule Energies e as empresas prestadoras de serviços. Trata-se do contrato do FPSO com a CIMC Raffles; de sistemas submarinos de produção (SPS) com a Baker Hughes; de umbilicais com a OneSubsea; de ductos submarinos (risers) e linhas de fluxo flexíveis (flowlines) com a TechnipFMC; de tubos rígidos com a Vallourec, bem como de transporte e instalação com a Saipem.

O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, transmitiu confiança no êxito do projecto e enalteceu o bom ambiente de negócios em Angola.

“Estamos confiantes que o Greater PAJ será mais um exemplo do potencial de angola para transformar recursos petrolíferos em desenvolvimento, emprego, conhecimento e prosperidade para os seus cidadãos. Quando o Estado, a Concessionária Nacional, os operadores, os investidores e os prestadores de serviço actuam em espírito de parceria e debaixo de uma visão estratégia, os resultados falam por si”, disse.

E o Presidente do Conselho de Administração da ANPG considerou o projecto um ganho singular.

“O Projecto Greater PAJ assume uma importância singular para Angola. Para além do seu contributo para a manutenção e aumento da produção de petróleo e gás, este projecto reforça a posição do nosso país como um destino atractivo para o investimento internacional, promovendo estabilidade, crescimento económico e geração de receitas para o desenvolvimento naciona”, referiu.

Por seu lado, o CEO da Azule Energy, Joseph Murphy, atribuiu a mobilização do investimento à colaboração existente entre os actores da indústria.

“A Decisão Final de Investimento no Greater PAJ representa um marco importante para a Azule Energy e para o sector energético angolano. Este projecto reflecte o valor da colaboração e a capacidade de desbloquear recursos através de soluções de desenvolvimento integradas e eficientes. O Greater PAJ contribuirá para sustentar a produção, criar valor para o país e reforçar a posição de Angola como fornecedor estratégico de energia nos próximos anos”, afirmou Joseph Murphy.

O Bloco 31 é operado pela Azule Energy (26,67%), tendo como parceiros a Sonangol Exploração & Produção (45%), a SSI (15%) e a Equinor (13,33%). O Bloco 31/21 é operado pela Azule Energy (50%), tendo como parceiro a Equinor (50%).

Modelo de desenvolvimento integrado

O Projecto Greater PAJ introduz um modelo de co-desenvolvimento entre os Blocos 31 e 31/21, no qual infraestruturas comuns, como o FPSO e os sistemas de exportação, são desenvolvidas e utilizadas em conjunto pelos respectivos grupos empreiteiros. Este modelo permite a optimização de custos através de escala e integração, promovendo simultaneamente um desenvolvimento mais eficiente e coordenado dos recursos.

Em paralelo, as infraestruturas específicas de cada bloco são desenvolvidas de forma independente, assegurando o alinhamento com os requisitos operacionais de cada concessão, mantendo a eficiência global do conceito integrado.

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