Lisboa, 17 de Julho de 2026 – O Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET) e entidades tuteladas apresentaram em Lisboa, nesta quarta-feira, 15, oportunidades de investimento disponíveis em Angola no sector dos recursos minerais, petróleo, gás e biocombustíveis. A apresentação foi feita durante a conferência internacional denominada Doing Business Angola.
O evento, promovido pelo Jornal Económico e pela Forbes África Lusófona, reuniu decisores públicos, empresários e investidores para debater o ambiente de negócios entre Angola e Portugal, com especial destaque para o sector extractivo. Angola projectou as reformas implementadas pelo Executivo, o novo ciclo de crescimento da indústria petrolífera e o potencial para o desenvolvimento da cadeia de valor dos recursos energéticos.
Para o Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, Diamantino Azevedo, o País reúne hoje condições únicas para acolher investimento privado em diferentes segmentos da economia extractiva.
“Poucos países conseguem oferecer em simultâneo uma base de recursos tão diversificada, um programa de reformas tão profundo, uma estratégia de industrialização tão abrangente e uma posição geográfica tão favorável. É precisamente essa visão integrada que distingue Angola. Instituições cada vez mais fortes, regras transparentes, estabilidade, previsibilidade, segurança jurídica, parcerias de longo prazo com o sector privado e um firme compromisso com o desenvolvimento sustentável”, destacou o governante.
Já o Ministro da Economia e da Coesão Territorial de Portugal, Manuel Castro Almeida, defendeu uma cooperação baseada na confiança, na inovação e no investimento.
“Angola continuará a ocupar um lugar central na estratégia externa de Portugal. É uma prioridade política, económica e empresarial, porque acreditamos no potencial do País, na capacidade dos seus empresários, na qualidade das suas instituições e na ambição do seu percurso de desenvolvimento”.
No painel dedicado ao futuro da indústria petrolífera angolana, em que participaram a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a ETU Energias, o Administrador Executivo da ANPG, Alcides Andrade, apresentou os resultados das reformas conduzidas nos últimos anos e revelou as linhas orientadoras do próximo ciclo de atribuição de concessões.

“Prevemos ter um processo de adjudicação mais permanente, tornando as oportunidades rapidamente acessíveis aos investidores e criando condições para que possam investir mais depressa, porque o capital não espera. A nossa ambição para o período 2026-2030 é reduzir ainda mais os prazos de validação e tornar Angola cada vez mais competitiva na captação de investimento”, assegurou o Alcides Andrade.
A Conferência contou ainda com a presença do PCA da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), Arlindo Rangel; PCA do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Álvaro Fernão; PCA da Agência Nacional de Recursos Minerais (ANRM), Jacinto Rocha; PCA da Sonangol, Gaspar Martins; PCA da ETU Energias, Edson dos Santos, entre outros.




