Luanda, 30 de Abril, de 2026 – A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis liderou, de 16 a 24 de Abril, uma missão técnica em Singapura e Malásia, com o objectivo de recolher referências internacionais para o desenvolvimento da cadeia de valor do gás natural em Angola, com enfoque no Midstream, LNG, petroquímica, agregação de gás, infra-estruturas, industrialização e descarbonização.
A Delegação, chefiada pelo Administrador Executivo da ANPG, Artur Custódio, integrou igualmente uma equipa da Sonagás ER, liderada pelo Presidente da Comissão Executiva, Manuel Barros.
O programa incluiu 14 reuniões e diversas visitas de campo, realizadas em quatro cidades, com entidades de referência como a Wood Mackenzie, Surbana Jurong, Singapore GasCo e várias unidades da PETRONAS, incluindo a Malaysia Petroleum Management, PETRONAS Gas Berhad, Carbon Management Department, Pengerang Integrated Complex e o Virtual Pipeline System de Pengerang.
Durante a missão, foram analisados modelos internacionais de organização do sector do gás, com destaque para a experiência malaia na agregação da oferta, gestão da procura, separação entre o negócio da molécula e o da infra-estrutura, bem como na valorização industrial do gás. Entre os dados técnicos observados, destacam-se os 2.675 km de gasodutos operados pela PETRONAS Gas Berhad, 1.750 MMscfd de capacidade de processamento de gás e 990 MMscfd de capacidade de regaseificação de LNG.

A delegação visitou pólos industriais integrados, como Jurong Island, em Singapura, e o Pengerang Integrated Complex, na Malásia, este último com capacidade de processamento de cerca de 300.000 barris de crude por dia e capacidade petroquímica nominal próxima de 3,3 a 3,4 milhões de toneladas por ano. Foram igualmente avaliadas soluções flexíveis de abastecimento, como o Virtual Pipeline System, que permite transportar LNG por camiões criogénicos para consumidores industriais não ligados à rede convencional de gasodutos.
Segundo Artur Custódio, a missão permitiu, entre outros, recolher referências sobre gestão de carbono, redução de flaring e venting, eficiência energética e projectos de captura e armazenamento de carbono.

“As referências recolhidas constituem contributos relevantes para a reflexão estratégica da ANPG sobre a operacionalização do Plano Director do Gás Natural, reforçando a importância de uma abordagem integrada, faseada e tecnicamente robusta para transformar o gás natural num instrumento de segurança energética, industrialização, diversificação económica e criação de valor interno em Angola”, sublinhou o Administrador.
Fizeram igualmente parte da comitiva, pela ANPG, o Director de Negociações, Hélder Iombo, o Gerente de Concessões Petrolíferas, Américo Fernandes e técnicos especialistas afectos a distintas áreas.



